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Paraná investe R$ 560 milhões por ano e garante cardápio nutritivo e variado nas escolas

O Estado tem se destacado pelo alto investimento na aquisição de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar, controle de qualidade dos alimentos e políticas inovadoras que unem educação, saúde e respeito aos costumes regionais.

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Com mais de R$ 560 milhões investidos anualmente na alimentação escolar, o Governo do Paraná, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), tem se destacado como referência na área. O Estado garante o direito à alimentação de cerca de 1 milhão de estudantes em mais de 2 mil escolas, com cardápios variados que valorizam ingredientes locais e preservam tradições regionais paranaenses.

Um dos grandes diferenciais da alimentação escolar do Estado é a oferta de produtos diversificados, visando a segurança alimentar e nutricional dos estudantes, e respeitando os hábitos locais. Os cardápios incluem desde carnes, frutas, verduras e legumes, até itens inovadores como água de coco, kiwi e pão de queijo.

“Aqui no Paraná, pensamos no cardápio como uma forma de respeitar a cultura e incentivar a educação. Entendemos que uma boa nutrição também faz parte do processo de aprendizagem e, por isso, para nós, a alimentação escolar é um compromisso com o futuro”, afirma a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona.

A alimentação servida nas escolas é planejada por uma equipe de quase 20 nutricionistas do Fundepar, responsáveis por planejar, adquirir, distribuir e elaborar os cardápios. Como existem diferentes perfis escolares no Estado, a exemplo das escolas agrícolas e as de tempo integral, a equipe personaliza os cardápios seguindo especificidades culturais e regionais, tempo de permanência dos alunos, possíveis restrições alimentares e estrutura das unidades.

Desde 2022, graças ao programa estadual Mais Merenda, todas as escolas passaram a oferecer ao menos três refeições por turno.

“Algumas escolas só comem feijão preto, outras só o carioca. Para as indígenas, mandamos banha de porco. Na Escola Indígena Mbyá Arandú, em Piraquara, as merendeiras seguem o cardápio padronizado, mas podem servir o Rorá, uma comida típica com fubá”, explica a coordenadora de Planejamento da Alimentação Escolar do Fundepar, Rosangela Mara Slomski Oliveira.

Apesar da padronização dos cardápios, as merendeiras têm liberdade para adaptar as preparações, seguindo a orientação das nutricionistas. É o caso da Escola Estadual Nossa Senhora Conceição, em Campo Magro, onde Diná Aparecida Gavelik é merendeira há 23 anos. Ela conta que os pratos mais famosos são o risoto e a farofa, mas o revirado de feijão com ovos, o café com leite e a torta de banana também fazem sucesso. “É muito satisfatório, porque faço o que eu gosto. Para mim, é um prazer preparar os alimentos para nossos alunos”, diz.

Já no Colégio Estadual Aníbal Khury Neto, em Curitiba, o prato mais aguardado é o estrogonofe, segundo Inês da Silva Saldanha, uma das quatro merendeiras da unidade. De acordo com Maria da Luz, que cozinha na Escola Estadual Augusto Vanin, em Campo Largo, o favorito é o macarrão com molho branco.

 

AGRICULTURA FAMILIAR – Primeiro Estado a cumprir a meta de destinar 30% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) à aquisição de alimentos da agricultura familiar, hoje o Paraná aplica 100% dos recursos federais na compra de agricultores familiares, priorizando produtores próximos das escolas, assentados, indígenas, quilombolas e mulheres. Em 2025, pelo menos R$ 150 milhões foram destinados do próprio Estado à agricultura familiar.

A medida, além de garantir refeições mais saudáveis, movimenta a economia local, fortalece a produção orgânica e sustentável, e ainda ajuda o meio ambiente.

Todos os anos, o Fundepar adquire cerca de 50 mil toneladas de alimentos, sendo que 22% vêm da agricultura familiar: são mais de 11 mil toneladas de ovos, frutas, legumes, verduras, hortaliças, arroz, feijão, grãos, leite, iogurte e pães, produzidos por 20 mil famílias paranaenses.

“Os alimentos deixam de vir de outros estados e passamos a comprar aqueles que são produzidos localmente, muitas vezes pelos próprios pais dos alunos”, afirma a responsável técnica pela execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar do Fundepar, Andréa Bruginski, que é nutricionista. “Trabalhar com alimentação escolar é uma missão. Alimentamos todos os dias 10% da população do Estado”, conclui Bruginski, que atua no Instituto há 15 anos.

INVESTIMENTO E INOVAÇÃO – Além do alto investimento na alimentação escolar, o Paraná é referência em práticas inovadoras que asseguram a qualidade alimentar dos estudantes. Um diferencial é o sistema centralizado de compra, pelo qual o próprio Governo do Estado adquire os alimentos e faz a distribuição às escolas. Nesse modelo, a alimentação é calculada por servimento, o que significa que os estudantes podem repetir as refeições.

Além do acompanhamento próximo feito pelas nutricionistas do Fundepar, que fazem visitas periódicas às escolas para verificar estoques, condições de higiene e a estrutura das cozinhas, o Estado realiza análises químicas e biológicas dos alimentos antes de chegarem ao prato dos estudantes, por meio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O objetivo é avaliar tanto a qualidade do produto quanto as boas práticas de fabricação.

 

 

Segundo o chefe do Departamento de Nutrição e Alimentação do Fundepar, Angelo Marco Mortella, o Estado investe quase cinco vezes mais recursos próprios do que os valores federais repassados à área. “Vários estados nos procuram para conhecer e replicar nosso modelo. Seguiremos mostrando que é possível oferecer merenda diversificada, priorizando a qualidade e a cultura local”, destaca.

 

Fonte: Secretaria Estadual de Educação do Paraná (SEED)

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Paraná investe R$ 560 milhões por ano e garante cardápio nutritivo e variado nas escolas
Carine Flores

Jornalista (DRT 0002694/MT)

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