18/06/2019
Policiais civis e militares podem entrar em greve no Paraná

Apesar da Constituição Federal proibir a greve de policiais militares, no Rio Grande do Norte e em outros estados, as corporações já realizaram essa mobilização, mesmo com parecer contrário do STF. Em alguns casos, a greve é disfarçara por associações, normalmente de mulheres de militares que, em tese, impedem a saída das viaturas.

Michel Franco, representante do Sindicato de Policiais Civis (Sindipol) ressaltou que a categoria está há quatro anos sem reposição da inflação. "Não é se escondendo que ele (Ratinho Junior) vai resolver os problemas do estado. Pedimos algo que é viável. Há condições de pagamento da data-base de 5%", criticou Franco, que acusa o governador de não negociar com os policiais. 

“Estamos no limite. Realizamos oito reuniões com representantes do governo e em nenhuma delas o governador participou, o que demonstra descaso e falta de respeito com os militares”, disse o presidente da Associação da Vila Militar da PM, Coronel Washington Rosa. “O governador Ratinho Junior, quando deputado e mesmo em campanha, sabia da situação dos militares e mesmo assim hoje nos ignora”, observou o coronel.

 

Segundo o presidente da associação representativa da Polícia Militar, a “situação junto a alguns setores da Polícia Militar está crítica e estamos contornando grupos radicais que ameaçam até fechar quarteis. Não vamos permitir isso em respeito à sociedade e à própria imagem da Polícia Militar, mas o governador precisa nos respeitar e, pelo menos, nos ouvir pessoalmente”, disse.

Por meio de nota, o Governo afirmou que tem intenção de manter conversas com os servidores para encontrar as soluções necessárias e reiterou que, em uma reunião na semana passada, ficou acertado que as negociações seguiriam abertas.

“O diálogo é único caminho para o entendimento. Por isso, o Governo do Paraná reafirma a intenção de manter o debate pleno com os servidores estaduais para que sejam encontradas, de maneira conjunta, soluções para as questões que envolvem aumento da despesa com a folha de pagamento do funcionalismo.

Na última sexta-feira (14), um grupo de dirigentes do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES) foi recebido no Palácio Iguaçu e apresentou relatório da entidade a respeito das contas públicas. Ficou ajustado que os dados serão avaliados e as negociações permaneciam abertas, de forma que possam ser encontrados pontos de consenso e interesse comum.

Isso está mantido. A equipe do governo está trabalhando com o objetivo de encontrar um caminho de equilíbrio, que não coloque em risco as contas públicas, e não acredita que qualquer medida extrema seja o caminho a ser seguido por parte das lideranças sindicais.”

Créditos: Redação A Voz de Realeza

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