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04/11/2019
O ex-prefeito e ex-deputado federal Nelson Meurer (PP) e o filho estão em cela com 20 presos

O ex-prefeito e ex-deputado federal Nelson Meurer (PP), condenado em maio do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da operação Lava Jato, e o filho Nelson Meurer Júnior, estão presos numa cela com cerca de 20 presos na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. É a maior cela da unidade que pode abrigar até 30 pessoas. São detentos que trabalham em algum setor dentro da Penitenciária.

Segundo o diretor do estabelecimento penal, Marcos Andrade, não há qualquer tipo de regalia e os dois estão submetidos às mesmas regras que os demais presos da instituição. Na quinta-feira, 31, os dois foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) de Francisco Beltrão para exames e participaram de audiências de custódia. Esse é um procedimento de praxe com todos os detentos. Eles foram presos em casa, quarta-feira, 30, pela Polícia Federal de Cascavel.

 

 

 

Dia a dia na prisão
Ontem, por exemplo, no café da manhã foram servidos dois pães com margarina e uma caneca de café. No almoço, o prato de Nelson Meurer foi arroz, feijão, picadinho de frango, legumes refogados e salada de alface e almeirão (dieta controlada). A comida da janta seria semelhante à do almoço. É o mesmo prato destinado aos presos com problemas de saúde, que tem dieta diferenciada. Para o filho, a marmita continha arroz, couve, feijoada e farofa. O cardápio muda todos os dias. Uma vez por mês, a família pode levar comida de casa para os presos. A vestimenta é o uniforme padrão, calça cinza e camiseta branca. E para o banho de sol está sendo verificado qual o melhor horário para que os dois não se misturem com a massa carcerária.

Tratamento comum
Marcos informa que mantém contato permanente com a direção do Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) para que o tratamento do pai e filho seja uniformizado com os demais presos da Lava Jato que estão em Curitiba. “Mas está tudo igual aos demais presos, questão de alimentação, vestimenta, acesso a advogados. Ele disse que caberá aos advogados pleitear situações como trabalho interno (cozinha, manutenção, distribuição de alimentos etc) e estudo para possível remissão de pena.”

O ex-parlamentar foi condenado a 13 anos e 9 meses pela Segunda Turma do STF, acusado de receber R$ 4 milhões em vantagens indevidas oriundas da Petrobrás. O filho do deputado, Nelson Meurer Júnior, também foi condenado, mas a uma pena menor, de 4 anos e 9 meses de prisão em regime aberto.

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que fez a acusação, o dinheiro teve origem em contratos da Petrobrás e consistia em repasses por empresas fictícias operadas pelo doleiro Alberto Youssef e por intermédio do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, dois delatores do esquema de corrupção na Lava Jato. O colegiado também decidiu que Meurer e o filho deverão ressarcir a companhia estatal em R$ 5 milhões após o fim de todos os recursos.

Créditos: Jornal de Beltrão/Redação - Foto:Reprodução internet(ilustrativa)

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