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13/01/2021
Biocombustível de bagaço de cana é exportado pelo Porto de Paranaguá

No berço 204, a oeste do cais do Porto de Paranaguá, o embarque de um novo produto chamou a atenção nesse início de semana. A granel, pellets de bagaço de cana-de-açúcar encheram os porões do navio Marina Prince. A biomassa é produto de exportação que vai atender o mercado do Reino Unido na geração de energia sustentável. O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirmou que é uma satisfação quando novos produtos chegam e saem pelos portos do Paraná. Nesse caso, é ainda mais compensador o fato de se tratar de um biocombustível que será utilizado em substituição ao carvão na geração de energia termoelétrica.

 

 

O produto embarcado pelo Estado, de origem paulista, é o bagaço da cana, o que sobra das usinas de produção de açúcar e etanol, transformado em pellets, que é a matéria orgânica comprimida para se tornar biocombustível. O procedimento de embarque é o mesmo dos demais graneis sólidos exportados no porto paranaense. Ou seja, o produto sai do terminal e, em esteiras transportadoras, chega até o shiploader, equipamento carregador de navios que despeja o produto enchendo os porões da embarcação. A operação é da Pasa, em parceria com a Céu Azul. Segundo o gerente de operações da Pasa, Eric Ferreira de Souza, esta é a primeira vez que o produto é embarcado pela empresa. A movimentação de pellets de biomassa de cana de açúcar possibilita a abertura de novos mercados e negócios futuros. No Estado, a produção de energia renovável também é estimulada. No último mês de dezembro, através da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, Iapar-Emater, o Governo do Paraná instituiu o programa Paraná Energia Rural Renovável. O programa, que está em fase de estruturação, vai dar apoio à geração distribuída de energia elétrica a partir de fontes renováveis em unidades produtivas rurais. A ideia é criar subsídios como linhas de crédito e incentivos tributários para que os produtores rurais e as agroindústrias paranaenses invistam nessa produção.

Créditos: AEN - Repórter: Flávio Rehme

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