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Vereador perde mandato e fica inelegível após furar fila do SUS no Paraná
De acordo com a decisão da Câmara Municipal, entre 2024 e 2025 o parlamentar utilizou sua influência política para interferir na fila de consultas e exames da rede pública, garantindo atendimento prioritário a determinadas pessoas
- 4 de fevereiro de 2026
- Em: Destaques, Informativo, Investigação, Paraná, Policial
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O vereador João Carlos dos Santos, conhecido como Joãozinho (PSDB), de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro do Paraná, teve o mandato cassado e foi declarado inelegível por oito anos por envolvimento em um esquema de favorecimento irregular no Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a decisão da Câmara Municipal, entre 2024 e 2025 o parlamentar utilizou sua influência política para interferir na fila de consultas e exames da rede pública, garantindo atendimento prioritário a determinadas pessoas. Em troca, teria obtido vantagens de natureza política, caracterizando violação aos princípios da administração pública.
A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após denúncia anônima. Durante a apuração, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador, em sua residência e na casa de uma assessora citada no processo.
Na operação, os agentes apreenderam documentos, celulares e exames médicos de terceiros, utilizados como prova da atuação direta do então vereador no esquema de favorecimento.
Com base nas conclusões do processo, a conduta foi considerada incompatível com o exercício do mandato eletivo, resultando na cassação e na aplicação da sanção de inelegibilidade por oito anos, conforme a legislação eleitoral e a Lei da Ficha Limpa.
Com a vacância do cargo, a Câmara Municipal convocou o suplente Valdemir Maria, conhecido como Mipi, que tomou posse nesta segunda-feira (2).
Em nota, a Câmara de Cornélio Procópio informou que colaborou com as investigações e acompanha o cumprimento da decisão. João Carlos dos Santos ainda não se manifestou publicamente nem informou se pretende recorrer.
Fonte: Diário da Informação
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